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WINGSPAN - COLECIONANDO AVES

Para quem gosta de jogos de tabuleiro, um dos jogos que mais curto é o Wingspan, Neste jogo, você é um entusiasta de pássaros e precisa juntar aves no seu tabuleiro para pontuar com as características de cada ave. É um jogo maravilhoso para quem curte montar combos. Com uma arte gráfica belíssima e com uma mecânica de engine buildig (construção de motores), Wingspan fica muito bonito na mesa.

O jogo além de tudo é bem divertido, pois uma das mecânicas do jogo é alocação de ovos, o que dá muita margem a trocadilhos engraçados e divertidos entre os jogadores.

Wingspan foi vencedor em 2019 do prêmio "Jogo Estratégico Internacional do Ano". Foi também indicado ao Prêmio Ludopedia na categoria de Jogo Espert do Ano.

Com tanto sucesso conquistado, Wingspan teve algumas expansões lançadas. Dentre elas, adquiri a expansão europeia (Wingspan: Expansão Europa), que inclui novas mecânicas e muitas aves europeias. Com esta expansão a rejogabilidade aumentou muito. O que pode ser a garantia de sucesso na jogatinas. Mais um jogo que recomento para você que deseja escolher um jogo para se divertir. Abaixo, a imagem da expansão do jogo.

APARTEHID BRASILEIRO

O Brasil é o país da diferença e essa diferença, em sentido amplo, é o que nos tornam iguais. Porém as diferenças sociais no Brasil sempre foram, desde o seu descobrimento, uma realidade que perdura até nossos dias. Desde o seu descobrimento pelos europeus, o Brasil sofreu com a exploração dos mais fracos, dos mais pobres. E essa realidade não mudou após seus cinco séculos de vida.

Somos iguais nas nossas diferenças. São muitas minorias que de uma maneira ou de outra possui uma dor, um sofrimento que lhe é particular. Mesmo sendo diferentes, nossas dores são iguais. As desigualdades sociais é a igualdade da sociedade brasileira. Não é preciso citar cada uma, seja a dor do negro buscando a liberdade do racismo, seja do índio buscando direito a uma faixa de terra para sobreviver, seja do trabalhador na incansável luta diária por condições de um salário digno, além de muitas outras minorias, como: homossexuais, artistas, religiosos, etc.

O Brasil, apesar de ser um país desigual com seu povo, possui deste muito amor e respeito. A revolta dos brasileiros está ligada na forma como é governado. Este pensamento é mais uma das igualdades que os brasileiros compartilham. Seja um governo de esquerda ou de direita, isso não importa, a verdade é que ambos não agradam a ninguém. Apenas a poucos interessados. O grande problema é que as pessoas estão se unindo em torno de uma ideologia e não de um ideal.

Para se dominar toda a sociedade brasileira é preciso separar as pessoas, fazer o apartheid brasileiro. Assim, fica mais fácil de exercer o domínio social. Um país cujo povo está dividido é um país que não consegue se defender. Por esse motivo, devemos nos unir como um povo, na busca pela igualdade, através da fraternidade universal e defendermos nossa liberdade com unhas e dentes.

Não interessa a ideologia. O que importa é o ideal. O ideal de um país justo, que zela pelo seu povo. E isso, tem que ser a nossa luta. Se não buscarmos nos defender das investidas governamentais de nos tolher a liberdade, direitos e pensamentos vamos estar entregues a uma escravidão que jamais iremos conseguir nos ver livres estando divididos como estamos nesse momento.

A retórica de que o outro não faz parte da minha ideologia é meu inimigo, nunca esteve tão latente como está nesse momento de nossa história. E essa agenda ideológica está fazendo efeito muito intenso no Brasil.

A revolta contra o atual presidente Bolsonaro foi uma campanha ideológica da esquerda fomentando seus grupos de militantes a criar uma imagem de um monstro no governo. Isso em detrimento da perda do poder. Por outro lado, a imprensa massivamente lutando para desconstruir a imagem de um homem que só quer acabar com a corrupção generalizada do país sentindo-se que perderia dinheiro nesse processo, passou a atacar a imagem do presidente.

Dói, e como dói perder privilégios, sejam eles de qualquer forma. E isso promoveu uma abstinência por causa dessa perda. Como se fosse uma crise de abstinência, a corrupção enraizada e generalizada em nossa sociedade também nos tornam iguais. A corrupção não está apenas na esfera da política. Está no judiciário, no cartorário, na polícia, nas relações mais simples do quotidiano brasileiro.

Somos um país desigual. E a ideologia, seja ela qual for, promoverá esse apartheid brasileiro. É por isso que devemos estar alertas e trabalhar para que a ideologia não seja o norteador do Brasil do futuro, mas sim, os interesses de todo o povo, que se for livre para exercer seus direitos e suas crenças, tendo o respeito às diferenças, seremos todo iguais.

Uma frase do pastor Martin Luther King que deve ser usada por todos nós para entendermos nossa posição e nossa responsabilidade com o ideal é: “Ou aprendemos a viver todos juntos como irmãos, ou morreremos todos juntos, como idiotas” nunca esteve tão atual como está hoje. Devemos estar juntos, todos defendendo as dores de todos, assim vamos estar unidos como um só povo, uma só nação.

Não podemos permitir que grupos políticos, sejam da esquerda, do centro ou da direita nos ditem o que é melhor para nós. O que é melhor para nós, brasileiros, é um país unido, sem diferenças, com direitos a todos, sem segmentações, sem quotas, sem apartheid.

A BOLHA e o FILTRO

A necessidade humana de se viver em sociedade para sobreviver foi uma questão fundamental. Porém, para se reunir em sociedade o homem precisou se comunicar. A comunicação promoveu o desenvolvimento social através das discussões que eram feitas (em princípio), verbalmente e na presença dos envolvidos e posteriormente evoluindo para escrita promovendo assim a comunicação à distância. A história humana pode ser contada a partir do desenvolvimento da comunicação e desde a época primitiva até os nossos dias a comunicação humana vem sendo aperfeiçoada.  As distâncias foram encurtadas com a comunicação e hoje somos reféns desse desenvolvimento.

Não dá para separar a comunicação da informação. Mesmo sendo uma comunicação não verbal, a mensagem, que é uma informação, é transmitida de uma pessoa para outra. Na atualidade estamos vivendo uma verdadeira guerra de informações. São milhões de mensagens sendo transmitidas em centenas de milhares de canais de distribuição que para um indivíduo se torna impossível absorver e processar cada uma delas.

E nesse universo da comunicação alguns tipos de mensagens são transmitidas conforme o interesse de quem as produz. Dessa forma, quem recebe fica sujeito a ser manipulado conforme a vontade de quem entrega a informação. Vivemos na era da informação e da globalização e a comunicação tem sido o principal meio de interação entre as pessoas. E como a quantidade de informação é imensa criar filtros para definir o que é de interesse ou não se torna uma necessidade.

Quando um indivíduo recebe uma mensagem precisa rapidamente definir se tal mensagem é relevante ou não para ele. Se for relevante continua, caso contrário a informação é prontamente descartada. A psicologia usada para atrair mais pessoas aos conteúdos produzidos é de mensagens impactantes. Que chamam a atenção do receptor. Por isso, vemos textos, fotos, vídeos e áudios produzidos de tal forma a seduzir quem recebe a informação e levar a uma ação que interessa ao emitente.

Muita gente afirma que não cai nesse mecanismo de influência. Porém a realidade é outra. De uma maneira ou de outra, mesmo que a mensagem não faça a pessoa ter a ação desejada de início, mas ao longo prazo de forma homeopática, a opinião vai sendo modelada. Essa é uma tática conhecida e muito eficiente na condução de formação de opinião.

Outra situação é a disseminação de informação falsa que leva o indivíduo ao erro. Esta é muito mais perigosa e pode promover situações que levam o indivíduo ao erro e ser mais um dentro de uma massa que vai repassar tal informação e tornar ela uma “verdade”. Como diz o podcaster Luciano Pires uma “merdade” que é a mistura de mentira com verdade. Ta aí a tão falada fakenews. Que no bom português, não passa de notícia falsa.

E como filtrar isso tudo? Esta é uma pergunta que não é fácil de ser respondida, pois como a informação vem recheada de segundas intenções, fica muito complicado de se escolher o que realmente é informação, do que é mentira e o que é manipulação. Uma boa solução é pesquisar outras fontes de informação. Toda moeda possui dois lados. Por isso, não ficar dentro da bolha é importante. Buscar de diversas fontes a mesma informação é crucial para a formação do entendimento e daí ter um posicionamento mais correto em relação ao conteúdo que se está consumindo.

Ao passo que o ser humano se estabeleceu em sociedade, dentro deste universo outros grupos menores também se estabeleceram. A estes grupos chamamos de bolha. O que também é um problema. Quando um grupo se fecha dentro de uma ideologia fica impossível o desenvolvimento da sociedade como um todo. No Brasil e no mundo, cada vez mais estamos vendo bolhas sociais se formando e se fortalecendo. E estas estão cada vez mais em evidência por parte dos meios de comunicação que na ânsia pelas estatísticas de audiência promovem cada vez mais informações de cunho impactante sem nenhum aprofundamento e carregado de conteúdo ideológico.

Entender os mecanismos que levam pessoas a viverem numa bolha ideológica e qual o tipo de mensagem a ser utilizado para atingir essas bolhas é uma das metas das grandes redes sociais. E para isso, o Big Data está o tempo todo em atividade. Colhendo informações e criando uma inteligência capaz de direcionar as ações de quem produz informação para atingir os objetivos que desejam.

O QUE ESPERAR DE 2022

A maior esperança para 2022 é sem sombra de dúvida o fim da pandemia de COVID-19. Todos nós ansiamos por isso com todas as nossas forças. Porém, vou abordar neste artigo uma análise da pandemia e as minhas expectativas para o próximo ano.

Em 2019, uma doença começou a se espalhar na cidade de Wuhan, na China. O problema sanitário deveria ter sido contido, assim como ocorre com os casos do Ebola na África. Porém, o governo chinês, optou por esconder o lixo em baixo do tapete e perseguir todos os cidadãos chineses que se levantaram em defesa de uma solução para o problema. As informações foram suprimidas em relação ao surto dessa nova doença, já que poderia causar sérios prejuízos financeiros à China. Atitude tipicamente política que anda de mãos dadas com o capital, mesmo sendo um país cujo governo é comunista.

A doença não conhece fronteiras e logo se espalhou por toda a China e ganhou terreno em outros países. Ao chegar no Brasil a doença teve o mesmo tratamento. Optou-se pelo combate político ao invés de sanitário. A polarização política vivida no Brasil e a imprensa que em grande parte produz conteúdo noticioso com viés político-ideológico veio com tudo para politizar um caso que deveria ter sido tratado como "Estado de Guerra" pelo Brasil. 

A pandemia mostrou para nós brasileiros, que estamos despreparados para atuarmos no combate e prevenção de contágios desse tipo e de outros que desconhecemos. Não existem protocolos de nível nacional para o combate nessas situações e sequer foi levantada a hipótese de discussão desse tema por parte das autoridades brasileiras. Vivemos numa polarização política tão extrema que se um lado defender um ponto de vista o outro vai defender o contrário. Não existe consenso entres as partes e isso deixa nosso país vulnerável a qualquer ação externa. E se essa doença fosse intencionalmente disseminada? Numa hipotética guerra biológica, com uma doença que não temos como nos defender como resolver se vivemos numa disputa ideológica sem cabimento na atualidade?

Hoje a China detém todas as estatísticas e o Brasil faz parte dela. A China sabe quanto tempo uma doença é capaz de infectar o mundo através do contato humano. Sabe também qual país teve mais dificuldade combater a nova doença. E como bônus, obteve uma amostra da incapacidade e desordem de alguns países no combate a doença e no tempo de reação para um combate mais eficiente. Não quero aqui promover a teoria da conspiração. Mas já é de conhecimento público que a China quer ocupar o espaço dos EUA no cenário mundial em 2030 como país hegemônico. Por isso, tudo que ocorre partindo daquele país tem que ser visto como uma ação nesse sentido. Até essa doença não pode ser entendida como um caso fortuito.

Enquanto isso, o Brasil ainda vive arraigado na polarização. A disputa entre o lado A contra o lado B vai tornar o país vulnerável. Assim como alguns países africanos que vivem essa polarização com uma guerra eterna entre etnias, famílias e ideologias, não conseguindo prosperar internacionalmente. O Brasil, precisa observar que essa disputa interna é alimentada por outros países para que sejamos subjugados e precisamos com urgência tomar ciência disso e começarmos a agir como uma nação.

Em 2022 teremos as eleições no Brasil. E continuaremos com discussões infindáveis, tais como: as pautas homossexuais, indígenas e negras, se devemos legalizar o aborto ou não, se o cidadão pode ter uma arma de fogo para sua defesa ou não, entre tantos outros que no fim das contas, não estaremos progredindo em nada e não debatendo como nos defender de agentes externos que atuam incansavelmente reduzindo nossas capacidades de desenvolvimento. Não estaremos debatendo as deficiências da nossa nação e como iremos resolvê-las. Estaremos discutindo o lado que tem mais razão, se é o da direita ou se é o da esquerda. Enquanto isso, o gado da direita se engalfinha com récua da esquerda. Sem que nos damos conta de que todos nós somos colocados em um curral eleitoral e tratados como animais.

VALE APENA PRODUZIR CONTEÚDO?

Com a evolução dos meios de comunicação ao longo do tempo a forma como as pessoas consomem informação também sofreu uma verdadeira revolução. Hoje, chamamos de conteúdo tudo aquilo referente a produção áudio visual, ou seja, toda informação produzida na forma de vídeo, áudio e/ou escrita ser conteúdo. Independente da qualidade do conteúdo produzido, toda e qualquer informação gerada por alguém pode ser considerada um conteúdo, mesmo que sua qualidade informativa seja questionável.

A quantidade de informação gerada e produzida é incrivelmente grande. A humanidade vive um momento em sua história onde a informação passou a ser o protagonista dos nossos tempos. No século passado, a força das máquinas era o que ditava todos os caminhos da sociedade. Mas neste século o conhecimento é que tomou as rédeas das nossas vidas.

Somos bombardeados de informações todos os dias. E nessa inundação de informações estamos na mira de toda sorte de intenções. Desde a mais despretensiosa, como uma simples fotografia de um pet sendo abraçada por alguém dando um bom dia até aquela manipuladora que de forma subliminar nos leva a tomar ações inconscientes em benefício daqueles as produzem.

Por isso, se torna imperativo filtrar aquilo que nos interessa como conteúdo. E desta forma, passarmos a acompanhar aquele(a) produtor(a) de conteúdo em particular. Porém, ao fazermos o filtro, começamos a nos fechar sobre outros conteúdos que também possam contribuir com nosso desenvolvimento. Assim, começamos a fazer parte de um bolha. De fato, estamos com a sociedade imersa em diversas bolhas, onde seus interesses estão em interseção com outras pessoas. Mas isso é assunto para outro momento. Neste artigo quero discorrer sobre valer a pena ou não produzir conteúdo.

Para produzir conteúdo, primeiramente é necessário conhecimento sobre o assunto que se deseja produzir. Infelizmente, existem inúmeros produtores de conteúdo que não possuem o mínimo de conhecimento ou disposição para pesquisar o assunto que irá produzir. Não considerando a capacidade da pessoa de concatenar as ideias que irá colocar disponíveis ao seu público consumidor. Invariavelmente, ouso dizer que muita gente busca produzir conteúdo para se tornar famosa. Temos novos como digital influencer passou a ser utilizado pela mídia tradicional para diferenciar quem produz conteúdo para internet e quem produz para os meios tradicionais de comunicação.

Produzir conteúdo é diferente de “produzir notícias”. Notícia não se produz, já que se trata de um fato ocorrido, por isso, notícias, como fatos acontecidos, são narradas de forma a levar a informação ao consumidor da mesma. Já o conteúdo é produzido e nestes termos passa então por um processo em que se faz uma pesquisa sobre o tema que será abordado, a organização da maneira em que será apresentado, a linguagem a ser utilizada e o tempo. Então, produção de conteúdo é levar além da informação é levar conhecimento. E neste ponto muitos produtores se perdem.

Estou sendo genérico neste texto, pois em cada parágrafo, há um assunto que daria para discorrer com mais aprofundamento.  Assim sendo, no futuro estarei abordando cada um deles em particular para que possamos ampliar nossas discussões e aprofundarmos sobre cada situação.

Em resumo, produzir conteúdo, não se trata exclusivamente de aparecer nas mídias para autopromoção. Se trata de levar conhecimento de maneira democrática a todos os consumidores que buscam informações específicas. Devemos atentar para a qualidade do que estamos produzindo. Neste ponto não me refiro à produção primorosa das imagens, dos efeitos especiais dos vídeos e nem nas vinhetas, vírgulas sonoras, etc. Mas sim, me refiro no que está sendo transmitido. De nada adianta produzir conteúdo pobre com uma produção cinematográfica no estilo de Hollywood. Não agregamos em nada a sociedade.

Tenho trabalhado como editor de uma revista voltada para o radioamador que é distribuída gratuitamente em formato digital. Vejo a grande dificuldade que é encontrar pessoas dispostas a produzir material escrito e técnico para suprir a demanda de alguns milhares de interessados em telecomunicação e eletrônica no Brasil. Não é uma tarefa fácil. Demanda tempo, disponibilidade e muita força de vontade. Para conhecer a revista, acesse este link: www.revistaqso.com.br e conheça a revista. Além do projeto da revista, o site da mesma, no futuro espero transformar em um portal de notícias com diversos conteúdos para interessados em telecomunicações em geral, radioamadorismo, telefonia, satélite, entre outros.

Paralelo ao trabalho da revista, sigo com outros projetos ambiciosos. Se tratam de um canal de vídeo para radioamadores e cinco podcasts. Porém estes projetos somente seguirão a partir do momento em que a revista estiver consolidada com o portal pronto e atuando com as pessoas que irão fomentar todo conteúdo do portal.

Respondendo à pergunta título deste artigo, se vale a pena produzir conteúdo a resposta é: depende! Depende se o interesse de quem produz é apenas um hobby ou se tem interesse pecuniário. Quem se enquadra na primeira opção, provavelmente irá produzir conforme a sua motivação, disponibilidade e tempo. E quem se enquadra na segunda opção, pelo fato de ter retorno financeiro tem a obrigação de cumprir prazos.

No caso deste articulista as produções são feitas como um hobby, porém com cumprimento de prazos, pois com a aplicação de recursos financeiros de apoiadores da revista a produção de conteúdo tem que ser feita. Todos os recursos auferidos são retornados para o projeto. Este é o primeiro artigo referente ao tema. Outros virão com mais aprofundamento sobre a vida do produtor de conteúdo. Até a próxima!

Me armo de livros. Me livro de armas.

Tenho visto nas redes sociais uma certa frase de efeito que o único efeito que me causa é vergonha alheia. Sinto vergonha por quem utiliza esta frase, pois mostra o tamanho da ignorância sobre o tema abordado.

A frase é: “Me armo de livros. Me livro de armas”.

Entendo a posição de quem não gosta de armas e quer uma vida tranquila. Porém é uma utopia acreditar em um mundo sem armas. Eu até tentei me colocar na posição dessas pessoas que estão
alienadas com a narrativa dos formadores de opinião contrário ao uso de armas, especificamente armas de fogo. Mas não dá. É impossível um mundo sem armas. Pois o grande problema não está na arma, mas sim, na violência. Está na ação do indivíduo, facilitado pela impunidade e os benefícios legais quando em execução penal. Ainda sem levarmos em consideração que a taxa de investigação criminal até o devido processo legal é baixíssima em nosso país.

Para cometer um crime, o indivíduo não precisa necessariamente de uma arma de fogo. Existem inúmeros outros meios e “ferramentas” que podem ser utilizadas como armas. Para ilustrar melhor, segue uma lista de alguns meios e “ferramentas” que podem ser usados para cometer um crime: carro, faca, pedra, veneno, qualquer objeto contundente, tesoura, machado, foice, etc. A lista é longa! Mas além do elementos que citei, há outros que sem um único disparo, matam milhares de pessoas no Brasil. Me refiro à corrupção. Sim, a corrupção mata silenciosamente milhares de brasileiros nas filas de hospitais. Inclusive, atinge em cheio à nossa frase, objeto desta opinião; a Educação.

De fato, não é a arma o grande problema que enfrentamos. Nosso maior problema está na dificuldade de fiscalização nas fronteiras, na impunidade dos crimes cometidos, nas leis brandas que não ressocializam o indivíduo e no aparato de investigação deficiente que temos no Brasil. Existem ainda outros fatores que são mais complexos de abordarmos, dentre eles, destaco a cultura que existe na sociedade brasileira que deveria ser mudada a esse respeito.

Quero deixar claro que não sou contra os livros, pelo contrário, sou assíduo leitor. Leio em média de quatro a seis livros por mês. Portanto, eu deveria ser um entusiasta da frase “Me armo de livros. Me livro de armas”; mas não sou. Isso porque sou esclarecido sobre o tema. Infelizmente as pessoas que são adeptas dessa narrativa, ainda não perceberam o engodo desta frase.

Também é certo dizer que quanto mais uma população for educada menores serão os índices de violência. Mas a educação que me refiro não é acadêmica. Pois nosso Congresso Federal é composto por mais de 80% de formados em nível superior e vemos o quanto de crimes de corrupção são noticiados todos os dias pela imprensa. Falo da educação que os pais dão aos seus filhos. Pois o caráter de uma criança é preciso ser ditada pelos pais e não por professores. Compete aos professores ensinar matérias escolares e aos pais a educação e o respeito para com as pessoas. Não serão os livros que irão levar uma pessoa a não ser criminosa. Pois quem mata não é a arma e sim o indivíduo. A arma não é nada além de um meio utilizado pelo criminoso para cometer o seu intento Por isso, não podemos nos deixar levar por frases que possuem um tom poético, mas que nos levam ao engano.

Concluindo a minha opinião sobre esta frase gostaria de deixar a reflexão para você que dedicou um pouco do seu tempo para ler e entender o meu ponto de vista sobre essas opiniões que são massivamente compartilhadas nas redes sociais. A quem interessa que o cidadão não tenha uma arma de fogo ou busque para si a segurança? Quem tem o direito de decidir se alguém deve ou não utilizar uma arma de fogo para sua defesa?

A arma é um elemento neutro. Pode ser utilizada para o bem ou para o mal. Essa escolha compete ao indivíduo. Por fim, generalizar que quem possui arma de fogo é bandido, devemos então entender que a polícia é também bandido. As armas e os livros não possuem culpa alguma do que as pessoas fazem com seu uso. Assim como existem pessoas que usam a arma para o bem que é defender a sociedade e o país, existem pessoas que fazem o uso para o mal. O mesmo podemos falar dos livros. Assim como existem pessoas que usam os livros para transformar o mundo em algo melhor, existem pessoas que usam os livros para obterem conhecimento para cometer crimes em que nenhum tiro é disparado, tais como: crimes contra o sistema financeiro, corrupção, etc.

Então, a partir de hoje, se torna imperativo que cada publicação nas redes sociais seja analisada antes de compartilhadas. Pois poderemos estar nos tornando um motivo de vergonha para alguém.

SELO HAMEDIA

A Hamedia Network, desejosa em fomentar o radioamadorismo brasileiro criou o SELO HAMEDIA. A ideia deste selo é oferecer aos radioamadores, entidades radioamadoras e demais pessoas e entidades que tenham prestado grandes serviços ao radioamadorismo brasileiro o reconhecimento pelos feitos louváveis.

Com a criação deste selo, a Hamedia Network busca elevar o radioamadorismo no Brasil agraciando e reconhecendo todos aqueles que fizerem jus ao título segundo critérios de avaliação da própria Hamedia.

Segundo a Hamedia,  a premiação se dará anualmente e será julgada através de um corpo de pessoas com critérios apontados pela comunidade radioamadorística que irão avaliar as ações dos candidatos. Serão cinco agraciados com este reconhecimento. A data para a premiação deve ocorrer no dia do radioamador, mas ainda a ser confirmada. Vamos aguardar por mais novidades.